quinta-feira, 23 de julho de 2009

Timbu tem novo empate injusto nos Aflitos -




Apesar de todo esforço o Náutico não conseguiu quebrar seu jejum no Campeonato Brasileiro. Depois de tomar um gol de frente e conseguir a virada no segundo tempo, o time pernambucano não segurou os cariocas e ficou no empate por 2x2 nesta quarta-feira (22). Com o resultado, os dois times ficaram na zona de rebaixamento.

O Náutico iniciou a partida com a postura esperada de um time que joga em casa: pressionando o adversário. Muito disso pela postura ofensiva dos volantes Johnny e Derley. Faltou apenas finalizar. O problema é que essa marcação mais forte durou pouco mais de cinco minutos.

Se a parte tática ajudava, a técnica compensava negativamente. Como já fora observado em outras oportunidades, o time alvirrubro mostrava muita dificuldade em trocar três passes certos, principalmente quando o jogador em questão era Aílton.

Além de não tomar para si a iniciativa de criar as jogadas, o camisa nove não acompanhava a descida dos volantes botafoguenses ao ataque. Com os passes errados aumentando, o time visitante começou a ganhar mais e mais espaço e equilibrou o jogo. Aos 18 minutos, numa cobrança de escanteio, Eduardo não alcançou e Renato cabeceou torto, aliviando a barra do time. Aos 20, Renato chutou em cima de Vágner.

Mais um minuto e o gol saiu. Em jogada ensaiada, Lúcio Flávio bateu escanteio para a entrada da área. Juninho chutou rasteiro e acertou o canto direito de Eduardo. O detalhe é que o atacante André Lima estava em posição de impedimento e abriu as pernas para a bola passar. O goleiro alvirrubro reclamou impedimento na volta do intervalo.

Nos primeiros minutos pós-gol a torcida ainda tentou apoiar. Mas bastou um par de jogadas erradas para os apupos começarem até transformarem-se em vaias. Nesse ínterim, o time da casa escapou de ficar inferiorizado no número de atletas, pois Johnny subiu para disputar uma bola de cabeça com Lúcio Flávio e pôs o cotovelo à fremte de forma acintosa, acertando o rosto do adversário.

As coisas só melhoraram nos dez minutos finais. Mais na base da força do que da técnica. A torcida até passou a aplaudir mais e um lance polêmico poderia até render o gol de empate. Aos 35, Aílton correu pelo lado da área pelo lado direito e, em cima da linha foi derrubado por Batista. A arbitragem marcou apenas tiro de meta. Mas nos acréscimos foi o Botafogo que chegou perto. Aos 46, Renato entrou na área e tocou rasteiro. Gladstone afastou.

O segundo tempo começou com o Botafogo dando mais espaço para o Náutico jogar. Assim, o time alvirrubro foi na base da força. Mesmo assim, os cariocas ainda deram um susto aos oito minutos. Lúcio Flávio bateu falta na área e Fahel completou para o fundo das redes. Mas o assistente marcou impedimento corretamente.

A resposta timbu teve a contribuição do erro do árbitro Ednílson Corona. Numa disputa de bola com Reinaldo no lado esquerdo da grande área, aos 12 minutos, Anderson Santana caiu e foi marcado pênalti. Gilmar, que não tinha nada a ver com isso, bateu no canto esquerdo e deixou tudo igual.

O gol deixou o time mais animado e mais corajoso em busca da virada. O Botafogo também contribuiu por mostrar uma postura desarticulada, completamente diferente do time compacto do primeiro tempo. Com isso, a virada não demorou muito. Aos 22, Aílton mandou para a área. Bala dominou na linha de fundo pelo lado direito e cruzou para Gilmar mandar de cabeça. Castillo ainda tocou na bola mas ela já cruzara a linha fatal.

O momento era bom e o Náutico foi em busca de aumentar a folga no placar. E Aílton só não conseguiu aos 28 porque Leandro Guerreiro apareceu para cortar, quando o goleiro Castillo já estava batido no lance. E como diz aquele velho, surrado e batido ditado que nem será repetido aqui porque o internauta já sabe, o Botafogo não desperdiçou.

Aos 31 minutos, Juninho bateu falta de longe. Eduardo deu rebote e Reinaldo, em posição legal, deixou tudo igual. Apesar do novo gol sofrido, a lua-de-mel momentânea com a torcida não acabou, ainda mais porque Acosta finalmente entrou em campo, aos 35 minutos. E o uruguaio teve uma boa chance aos 47. Gilmar cruzou e Acosta cabeceou por cima. Apesar da pressão, o jogo ficou mesmo no empate.

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